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Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte

Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte, IP União Europeia

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A Alfândega do Porto é palco, no próximo dia 19 de junho, pelas 15h00, da sessão oficial de apresentação das comemorações dos 25 anos da classificação do Alto Douro Vinhateiro como Património Mundial da UNESCO, um momento que assinala não apenas uma distinção internacional, mas um compromisso renovado com o futuro da região.

A cerimónia conta com a presença do Ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel.

Um dos pontos altos será a homenagem aos autores do dossier de candidatura, as personalidades que, entre 1998 e 2001, construíram o corpo técnico, científico e histórico que permitiu afirmar o Douro como uma paisagem cultural de valor universal.

“Este é um momento de justiça e de memória. Estamos a homenagear quem acreditou que o Douro era muito mais do que uma paisagem, era uma obra coletiva, única no mundo, construída pela determinação das suas gentes”, sublinha a propósito o Presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR NORTE), Álvaro Santos.

O processo teve início em 1998, por iniciativa da Fundação Rei Afonso Henriques, culminando num trabalho liderado pelo Professor Fernando Bianchi de Aguiar e por uma equipa multidisciplinar. Em fevereiro de 2001, a avaliação internacional no terreno reconheceu, nos socalcos e nos muros de xisto, o esforço acumulado de gerações que transformaram um território difícil numa paisagem produtiva, identitária e de exceção.

A inscrição formal ocorreu a 14 de dezembro de 2001, em Helsínquia, quando o Alto Douro Vinhateiro foi classificado como Paisagem Cultural, Evolutiva e Viva, um reconhecimento que, como lembra Álvaro Santos, “não consagra um museu, mas uma paisagem em permanente construção, que só faz sentido se continuar viva, habitada e economicamente ativa”.

Passados 25 anos, a cerimónia de lançamento das comemorações projeta esse legado no futuro. “A grande questão hoje não é apenas celebrar o que foi alcançado, mas decidir que Douro queremos deixar às próximas gerações”, afirma o Presidente da CCDR NORTE. “Preservar o Douro não significa congelá-lo no tempo; significa garantir que permanece sustentável, competitivo e capaz de oferecer futuro.”

A sessão contará com a presença de diversas personalidades institucionais. A abertura estará a cargo de Álvaro Santos, seguindo-se o encerramento por Mário Ferreira, Presidente da Associação para o Museu dos Transportes e Comunicações, e por Paulo Rangel, Ministro dos Negócios Estrangeiros.

O programa integra ainda a mesa-redonda “Alto Douro Vinhateiro: 25 Anos de Património Mundial — Desafios e Futuro”, com a participação de António Fontaínhas Fernandes, presidente da Liga dos Amigos do Douro, João Gonçalves, Presidente da CIM DOURO; Francisco Lopes, Presidente do Conselho Regional e Raquel Seabra, administradora-executiva da SOGRAPE. O debate procurará refletir sobre os principais desafios da região, demográficos, climáticos e económicos e sobre as respostas necessárias para as próximas décadas.

Nenhum território prospera sem pessoas. Nenhuma paisagem sobrevive sem comunidade. É por isso que o futuro do Douro depende da nossa capacidade de criar condições para viver, trabalhar e investir no interior”, destaca Álvaro Santos. “O maior tributo que podemos prestar a quem construiu o Douro é assegurar que ele continua vivo daqui a 25 anos, com a mesma força, identidade e esperança.”

A sessão assinala o arranque de um ciclo comemorativo promovido pela CCDR NORTE, em parceria com a Liga dos Amigos do Douro Património Mundial e a Comunidade Intermunicipal do Douro. O ponto alto das celebrações ocorrerá a 14 de dezembro de 2026, data exata do 25.º aniversário da classificação, prolongando-se o programa até junho de 2027.

Este percurso culminará com a apresentação pública do Livro Verde Douro 2050, um exercício estratégico que pretende transformar a celebração num compromisso coletivo.

A cerimónia termina com um momento cultural protagonizado pelos Sons do Douro e um Porto de Honra.


PROGRAMA

Abertura
Álvaro Santos | Presidente da CCDR NORTE 

Mesa-Redonda | “Alto Douro Vinhateiro: 25 Anos de Património Mundial – Desafios e Futuro”

António Fontaínhas Fernandes | Presidente da Liga dos Amigos do Douro Património Mundial

João Gonçalves | Presidente da CIM Douro

Francisco Lopes | Presidente do Conselho Regional

Raquel Seabra | Administradora Executiva da Sogrape

Homenagem 

Aos autores do dossier de candidatura do Alto Douro Vinhateiro a Património Mundial da UNESCO 

Encerramento

Mário Ferreira | Presidente da Associação para o Museu dos Transportes e Comunicações

Paulo Rangel | Ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal


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