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Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte

Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte, IP União Europeia

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O Vice-Presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR NORTE), Jorge Mendes, marcou presença, no passado dia 29 de maio, na sessão comemorativa de abertura das celebrações dos 850 anos do Mutualismo em Portugal.

A iniciativa, promovida pela União das Mutualidades Portuguesas (UMP), reuniu diversas figuras de relevo da vida política, económica e social do país, bem como especialistas, dirigentes do setor social e representantes de instituições públicas e privadas.

As comemorações visam assinalar o percurso histórico do mutualismo, destacando o seu contributo ao longo de mais de oito séculos para a proteção social, a saúde, a previdência, o apoio à infância e ao envelhecimento, bem como para o reforço da coesão territorial.

Na sua intervenção, subordinada ao tema “Mutualismo e políticas públicas numa sociedade em mudança”, Jorge Mendes sublinhou a relevância contínua das instituições mutualistas enquanto pilares de proximidade e confiança nas comunidades: “Se há ensinamento que o mutualismo nos deixa ao longo destes 850 anos é que o desenvolvimento não se constrói apenas com recursos, constrói-se com confiança, proximidade e sentido de comunidade.”

O Vice-Presidente da CCDR NORTE destacou ainda a importância do conhecimento do território como base para decisões eficazes, estabelecendo um paralelo entre o mutualismo e as políticas de desenvolvimento regional: “Tal como nas políticas de desenvolvimento regional, também aqui se impõe um princípio essencial: só se decide bem aquilo que se conhece e só se conhece estando próximo.”

Jorge Mendes enalteceu o papel das mutualidades e das organizações da sociedade civil em momentos críticos, como a pandemia de COVID-19 e situações recentes de intempéries, afirmando que estas estruturas “não nos falharam” e devem continuar a ser parte integrante das soluções para o futuro.

Num contexto de transformação social e económica, reforçou ainda a necessidade de instituições que promovam estabilidade e respostas enraizadas nos territórios:

“Num tempo de mudança, precisamos de instituições que tragam estabilidade. Num tempo de incerteza, precisamos de respostas enraizadas no território.”

A sessão integrou também uma conferência evocativa sobre a história e atualidade do mutualismo, com a participação de reconhecidos especialistas e académicos.

As celebrações dos 850 anos do mutualismo, recentemente reconhecidas pela Assembleia da República através de um Voto de Congratulação aprovado por unanimidade, prolongar-se-ão até maio de 2027, reforçando o reconhecimento desta importante tradição de solidariedade organizada em Portugal.

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