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Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte

Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte, IP União Europeia

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A Região Norte criou mais 37 mil empregos no segundo trimestre de 2026, reduziu a taxa de desemprego para 5,7% e registou um crescimento dos salários reais acima da média nacional, reforçando os sinais de dinamismo da economia regional. As conclusões constam da mais recente edição do boletim Norte Conjuntura, publicado pela CCDR NORTE, que acompanha a evolução da conjuntura económica da Região. 

No 2º trimestre deste ano, a população empregada aumentou 2,1% face ao período homólogo do ano anterior, correspondendo a mais 37,2 mil pessoas com emprego. Em simultâneo, a população desempregada diminuiu para 110,6 mil pessoas e a taxa de desemprego recuou para 5,7%, um dos níveis mais baixos observados nos últimos anos. O salário médio mensal líquido atingiu os 1.289 euros, registando um crescimento real de 3,7%, superior ao verificado a nível nacional (3,3%)

«Os dados evidenciam uma economia regional resiliente, capaz de continuar a criar emprego, aumentar rendimentos e gerar oportunidades em todo o território. Apesar da persistência de desafios económicos à escala internacional, o Norte mantém uma trajetória de crescimento sustentado e de reforço da sua competitividade», afirma o Presidente da CCDR NORTE, Álvaro Santos.(Sugestão de declaração institucional).

O boletim destaca ainda que a evolução positiva do mercado de trabalho foi territorialmente alargada. O emprego registado na Segurança Social aumentou nas oito sub-regiões da Região Norte e em 80 dos 86 municípios, enquanto o desemprego registado diminuiu em todas as sub-regiões e em 76 municípios. 

O turismo manteve igualmente um desempenho superior ao observado a nível nacional. As dormidas cresceram 4,9% na Região Norte, face a 1,2% em Portugal, enquanto os proveitos totais aumentaram 6,1%. Sete das oito sub-regiões registaram crescimento da atividade turística, com destaque para Terras de Trás-os-Montes e Alto Minho.

Também a construção habitacional continuou a revelar forte dinamismo. No segundo trimestre de 2026 foram licenciados 5.696 fogos para nova habitação familiar, o valor mais elevado desde o início da série estatística disponível, em 2007. Os fogos concluídos cresceram 18,4%, refletindo a intensidade da atividade do setor.

No comércio internacional, as exportações regionais aumentaram 3,9%, aproximando-se dos sete mil milhões de euros. Apesar deste crescimento, a aceleração das importações conduziu a uma deterioração do saldo comercial de bens, que passou de excedente para um ligeiro défice. 


Esta edição do Norte Conjuntura assinala ainda os 20 anos da publicação e apresenta uma renovação editorial, com novo layout, novos conteúdos, novos indicadores e maior detalhe territorial da evolução socioeconómica da Região. A publicação passa igualmente a integrar novos capítulos de análise, reforçando o seu papel como instrumento de acompanhamento da conjuntura económica regional.

A nova edição do Norte Conjuntura conclui que a economia do Norte mantém uma evolução globalmente favorável, sustentada pelo crescimento do emprego, pela redução do desemprego, pelo aumento dos rendimentos e pelo dinamismo do turismo e da habitação, evidenciando uma capacidade de crescimento que se estende à generalidade do território regional.

 

Boletim completo disponível em:
Norte Conjuntura

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