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Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte

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A CCDR NORTE acaba de dar à estampa a obra “Corografia sentimental: um dicionário toponímico e geográfico da obra de Camilo”, da autoria de Nuno Resende. A obra que se apresenta como a primeira do género em Portugal será apresentada na próxima sexta-feira, dia 13 de fevereiro, pelas 18h00, no Bar do Batalha Centro de Cinema, no Porto.


A sessão insere-se no âmbito das comemorações dos 200 anos do nascimento de Camilo Castelo Branco e contará com as presenças do autor Nuno Resende e do vereador da Cultura da Câmara Municipal do Porto, Jorge Sobrado, responsável pela apresentação da obra.


De acordo com o autor, Nuno Resende “o livro Corografia Sentimental apresenta-se como um dicionário geográfico e toponímico da obra de Camilo Castelo Branco, concebido como instrumento de consulta e de investigação, reunindo 1673 entradas resultantes da leitura sistemática de um corpus de 72 obras camilianas. A obra organiza e esclarece lugares, topónimos, variantes gráficas e ambivalências espaciais, articulando literatura, território e memória cultural, e é acompanhada por 362 notas explicativas, dois mapas de síntese e um caderno ensaio-visual com 66 reproduções fotográficas, pensado como apoio à leitura e à imaginação do espaço literário. Trata-se da primeira obra do género em Portugal, quer no âmbito dos estudos camilianos, quer literários.”


Na introdução da obra, Nuno Resende deixa uma mensagem: “Que este dicionário sirva para obstar a alguns preconceitos sobre Camilo, mas sobretudo, estimular os leitores a procurar completar nas obras as referências que aqui elencam – não numa forma pequenina e paroquialista, nem ficando pela utilização, pura e simples, dos excertos para enfeitar textos com as citações: mas como guia para um entendimento sobre geografias desta Coreografia Sentimental muito mais rica, polissémica e global, do que os excertos escolhidos”.


Por sua vez, Jorge Sobrado, que assina o prefácio, refere que “esta obra parece, ao mesmo tempo, promover e resolver um equívoco. Equívoco relativo a esse tópico, para alguns, irritante, da geografia camiliana. Preenchendo uma lacuna há muito apontada nos estudos do penitente de São Miguel de Seide, o impulso da sua produção poderia fazer adivinhar uma geografia vasta, de largo espectro, internacional ou mesmo intercontinental: a geografia de um viajante. Coisa que Camilo não foi – tal como não foi turista. O que a sua vida transbordante e a sua obra proverbialmente extensa, bigger than life, dão a ver é um ser errante.”.


A entrada é livre, limitada à lotação do espaço.


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