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Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte

Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte União Europeia

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O Norte é uma região industrial de grande dimensão…

A Região do Norte de Portugal, com cerca de 3,6 milhões de habitantes (2017), uma população empregada superior a 1,7 milhões de pessoas (2017) e um PIB de 57,2 mil milhões de euros (2016), assume-se como a maior NUTS II portuguesa em termos de população, emprego e atividade económica. Apesar do setor dos serviços ter vindo a ganhar relevância na Região, o da indústria continua a ocupar uma posição relevante, representando, designadamente, 27% do VAB regional (2016) e 26% do emprego regional (2016) (INE).

 

…com uma forte orientação e intensidade exportadora…

Por outro lado, a Região do Norte é também a região mais exportadora de Portugal. Em 2017, o Norte foi responsável por 40% do total das exportações de bens nacionais e as suas exportações ultrapassaram as importações em 5.753 milhões de euros. Ainda para o mesmo ano, o valor das exportações de bens correspondeu a mais de 39% do PIB da região (INE).

 

… mas o Norte é um território ainda atrasado economicamente…

Apesar da importância da Região em termos económicos, esta regista os níveis regionais de PIB per capita mais reduzidos de Portugal, encontrando-se muito aquém da média europeia (UE28) e da média nacional (65% e 84%, respetivamente, em 2016). Assim, a Região do Norte encontra-se classificada como uma “região menos desenvolvida” no contexto da Política de Coesão da UE (Eurostat).

 

…com desafios de inovação consideráveis...

O Norte foi considerado uma região “inovadora moderada” no âmbito do Regional Innovation Scoreboard de 2017. De notar que a Região tem vindo a progredir em indicadores relacionados com recursos, como a despesa em I&D (que registou um incremento de 0,22% para 1,37% do PIB entre 2000 e 2016). Contudo, o seu desempenho é ainda limitado ao nível de vários indicadores de produção de inovação. Apenas um pequeno número de PME desenvolvem atividades de I&D na Região. Além disso, no geral, as empresas apresentam baixos níveis de competências de I&D e de colaboração com o sistema científico e tecnológico. Estes fatores conduzem a dificuldades no acesso a novo conhecimento, o que por sua vez se traduz numa reduzida intensidade de inovação e numa insuficiente valorização económica das novas ideias.

 

…que necessitam de ser abordados por políticas públicas

Neste contexto, torna-se importante facilitar processos de transferência de tecnologia e conhecimento para o mercado na Região, particularmente em domínios prioritários da estratégia regional de especialização inteligente para a investigação e inovação (RIS3). O papel da indústria neste quadro será fundamental.

O Programa Operacional Regional do Norte 2014-2020 (Norte 2020) aborda estes desafios, disponibilizando, nomeadamente, um conjunto de medidas de apoio ao investimento empresarial em investigação e inovação. A prioridade de investimento 1b/1.2 é neste contexto particularmente relevante, dado que apoia:

  • Projetos de investigação e desenvolvimento tecnológico (I&DT) liderados por empresas;
  • Projetos demonstradores de capacidades avançadas de produção e linhas piloto;
  • Projetos mobilizadores de I&DT;
  • Proteção da propriedade intelectual e industrial;
  • Criação de centros de I&DT empresarial;
  • Internacionalização de I&DT empresarial.

As empresas são o grupo alvo deste tipo de medidas, apesar de entidades do sistema científico e tecnológico também serem elegíveis se integradas em consórcios liderados por empresas. Esta prioridade de investimento do Norte 2020 é o principal instrumento de política pública que os parceiros do Norte pretendem melhorar no âmbito do projeto NMP-REG. No entanto, as atividades do projeto representam um potencial impacto em outros instrumentos de política incidentes na região.

Para mais informação acerca do contexto regional por favor consultar a secção de documentação do projeto.

 

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