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Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte

Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte, IP União Europeia

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O Presidente da CCDR NORTE, Álvaro Santos, participou, esta terça-feira, na conferência “Coesão Territorial em Portugal e com a Europa”, promovida pela Agência Lusa e pela Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes, que decorreu no Palacete Silva Monteiro, no Porto, e reuniu responsáveis institucionais, especialistas e decisores para refletir sobre o futuro da política de coesão europeia e o papel das regiões no desenvolvimento dos territórios.


Na sessão, que contou igualmente com a participação da ex-Comissária Europeia para a Coesão e Reformas, Elisa Ferreira, e foi moderada pela jornalista e diretora da Agência Lusa, Luísa Meireles, o Presidente da CCDR NORTE defendeu a importância de continuar a promover um desenvolvimento territorial equilibrado, sustentado numa maior capacidade de decisão dos territórios e na valorização das suas especificidades.


Durante a sua intervenção, Álvaro Santos, sublinhou o papel “insubstituível” da CCDR NORTE na gestão dos assuntos comunitários, na promoção do desenvolvimento regional e na articulação das políticas públicas, destacando a relevância da instituição na concretização de estratégias territoriais que contribuam para reforçar a coesão económica, social e territorial da Região Norte.


O responsável abordou igualmente o tema da regionalização, reafirmando a sua posição favorável ao aprofundamento da governação regional. Contudo, considerou que, face à inexistência de consensos políticos alargados e à ausência do tema da agenda política nacional, não se perspetiva a concretização deste processo nos próximos anos.


“Temos de ser pragmáticos e concentrar-nos naquilo que podemos concretizar. O nosso compromisso está focado em alcançar resultados que promovam o desenvolvimento da Região Norte, reforçando a sua competitividade, a coesão territorial e a qualidade de vida das populações”, salientou.


Neste contexto, Elisa Ferreira, defendeu que Portugal deve concentrar a discussão nos projetos e nas políticas públicas de desenvolvimento, mais do que nos montantes financeiros disponíveis, enfatizando a necessidade de utilizar os fundos europeus para promover ganhos de produtividade, qualificação e criação de valor.


 A conferência constituiu também um momento de reflexão sobre o futuro da política de coesão europeia, numa altura em que a União Europeia debate novas prioridades estratégicas e enfrenta desafios crescentes relacionados com a competitividade, a inovação, a transição digital e a qualificação dos recursos humanos.

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