O Alto Minho vai dispor de um novo Polo Arqueológico de âmbito supramunicipal destinado a acolher, conservar, estudar, valorizar e divulgar o património arqueológico dos dez municípios da região. O projeto, impulsionado pela CCDR NORTE em parceria com a Comunidade Intermunicipal do Alto Minho, representa um investimento de 1,23 milhões de euros e ficará instalado no Lote 60 do Parque Empresarial da Praia Norte, em Viana do Castelo.
A iniciativa foi apresentada publicamente no âmbito das Jornadas Europeias do Património 2026, numa sessão que incluiu a assinatura dos protocolos de cooperação da futura Rede de Arqueologia do Alto Minho, reforçando o compromisso das instituições envolvidas com a preservação e valorização de um património único à escala regional.
Na sessão de encerramento, o vice-presidente da CCDR NORTE, Rui Costa, destacou que o património cultural constitui um dos pilares da identidade dos territórios e um recurso estratégico para o seu desenvolvimento, sublinhando que investir na arqueologia é investir no conhecimento, na ciência, na cultura, na memória coletiva e na capacidade de atrair talento, visitantes e novas oportunidades para a região.
O responsável salientou ainda que o projeto traduz uma visão integrada das políticas públicas de valorização do património cultural, enquadrando-se nos objetivos das Rotas do Norte, do Plano Regional de Ação para a Cultura e do Programa Regional NORTE 2030. A iniciativa constitui também um exemplo de cooperação institucional entre municípios, comunidade intermunicipal, instituições científicas e entidades regionais.
Mais do que um centro de armazenamento de espólio arqueológico, o futuro Polo Arqueológico do Alto Minho foi concebido como uma infraestrutura de referência para a investigação, conservação, inventário, digitalização, estudo e mediação cultural. O equipamento permitirá concentrar património atualmente disperso, garantindo melhores condições de preservação e promovendo a sua utilização para fins científicos, educativos e de divulgação pública.
O projeto contempla áreas de armazenamento e exposição, espaços de trabalho e investigação, laboratórios, zonas dedicadas à academia e aos visitantes, bem como soluções especializadas para a conservação de património arqueológico de elevada complexidade. Entre estas destaca-se a instalação de uma estrutura destinada ao tratamento e conservação de pirogas monóxilas, considerada uma das valências diferenciadoras do futuro polo.
A criação da Rede de Arqueologia do Alto Minho constitui igualmente um dos elementos centrais da iniciativa, promovendo a colaboração entre municípios, universidades, centros de investigação e profissionais da área, numa lógica de partilha de conhecimento e valorização integrada do património arqueológico regional.
A recente abertura do concurso público para a execução da empreitada marca a entrada do projeto numa nova fase de concretização. Para a CCDR NORTE, o Polo Arqueológico do Alto Minho representa um investimento estratégico na preservação da memória coletiva, na produção de conhecimento e na valorização de um património que constitui um ativo fundamental para o desenvolvimento sustentável e para a afirmação da Região Norte.
Fotografia: Município de Viana do Castelo
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