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Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte

Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte, IP União Europeia

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A sustentabilidade do nosso setor agroalimentar não se mede apenas em intenções, mede-se com dados concretos. É aqui que a RISAgri (Rede de Informação de Sustentabilidade Agrícola) desempenha um papel insubstituível. Através desta rede, recolhemos indicadores económicos, sociais e ambientais que servem de bússola para o futuro das nossas explorações.


Na Região Agrária do Entre Douro e Minho, o Sistema de Informação Agrária funciona a um ritmo de excelência, graças a uma equipa técnica dedicada e muito profissional. No entanto, o desafio passa agora por revitalizar este acompanhamento em Trás-os-Montes, onde as recentes aposentações deixaram uma lacuna numa região com um potencial ímpar, que espera ser plenamente apoiado.


Para demonstrar a importância de aumentarmos a nossa amostra neste território, o encontro anual entre a CCDR-N e o GPP (entidade coordenadora nacional) para validação de contabilidades realizou-se em Vinhais. O mote foi dado por uma colega do Alto Minho, que, com proatividade, conseguiu angariar duas novas explorações transmontanas para a rede.


Foram três dias de imersão no que de melhor o Nordeste tem para oferecer. O que nos podia esperar no Reino Maravilhoso?


Dia 1: O peso da tradição. Em Vinhais fomos recebidos pela D. Isabel, artesã que mantém viva a "joia" gastronómica dos Cuscos de Vinhais, seguindo-se uma visita guiada ao magnífico Parque Biológico de Vinhais, que nos acolheu durante esta jornada.

Dia 2: A capacidade de inovação agroalimentar no território. Visitámos os nossos dois novos aderentes à RISAgri: jovens agricultores dinâmicos, um dedicado ao mel e castanha, e outro à ovinicultura da raça churra galega bragançana e também produtor de castanha. A jornada seguiu para Gimonde, onde vimos o trigo barbela transformar-se em pão na Pão de Gimonde, e o porco bísaro ser elevado a produto de excelência na Salsicharia Bísaro (cujas iguarias comprovámos num almoço memorável no Restaurante D. Roberto).

Dia 3: Os dados que preparam o futuro. Em gabinete, nas instalações gentilmente cedidas pelo Parque Biológico, a equipa validou contabilidades e alinhou a recolha dos novos indicadores sociais e ambientais das explorações.

O Desafio para o Futuro: O dinamismo destes jovens agricultores e a riqueza das fileiras tradicionais provam que Trás-os-Montes tem um valor estratégico incontestável para a RISAgri e para a CCDR-N. Mas mais do que recolher dados estatísticos, apoiar e acompanhar Trás-os-Montes é, na sua essência, promover a verdadeira coesão territorial.


O grande objetivo passa agora por expandir esta rede de proximidade na região, replicando as dinâmicas de sucesso que já partilhamos no Entre Douro e Minho. Fortalecer a nossa presença técnica e contínua no terreno transmontano será o passo natural para capacitar estes novos produtores, esbater assimetrias e garantir uma representatividade justa de todo o Norte nesta rede europeia. Ao apostarmos na presença no território, a CCDR-N reafirma a sua missão de não deixar nenhuma sub-região para trás, transformando o acompanhamento técnico num verdadeiro motor de desenvolvimento e prosperidade para o nosso mundo rural.

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