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Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte

Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte, IP União Europeia

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A CCDR NORTE e o NORTE2030 encerraram, esta sexta-feira, em Famalicão, com a CIM Ave, no âmbito da iniciativa “Ouvir o Território, Construir o Futuro”, dando continuidade ao ciclo de reuniões semestrais com as oito Entidades Intermunicipais da Região Norte. O encontro destacou o papel determinante do Ave na estratégia de reindustrialização inteligente da Região Norte e na afirmação nacional e internacional da economia exportadora portuguesa.


Ave: Um dos motores industriais mais importantes de Portugal

Na sua intervenção, o Presidente da CCDR NORTE, António Cunha, sublinhou que o Ave é, há décadas, um dos mais importantes sistemas produtivos da Península Ibérica, com uma capacidade excecional de exportação, inovação incremental, flexibilidade e adaptação às transformações económicas globais. “O Ave é o coração industrial da Região Norte. Aqui se concentra uma parte substancial da nossa força produtiva, da nossa capacidade de exportar e da nossa ambição coletiva de modernização económica.”


O desafio: subir na cadeia de valor dos clusters tradicionais e diversificar a produção

António Cunha destacou que os principais clusters do Ave enfrentam uma transição profunda, pressionados por concorrência global de baixo custo, exigências ambientais cada vez mais rigorosas, automatização crescente, novos padrões de consumo e de moda e digitalização acelerada de processos produtivos. “O que está em causa não é competir produzindo mais — é competir produzindo melhor. Subir na cadeia de valor significa apostar em design e moda, materiais avançados e circularidade, automação e digitalização, incluindo inteligência artificial. O Ave está preparado para liderar uma nova geração de indústrias: mais verdes, mais inteligentes e mais criativas.”

O Presidente da CCDR NORTE apelou à construção de uma visão partilhada e sustentada na inovação para o próximo ciclo de programação, sublinhando que o Ave deve posicionar-se como território-líder da transformação industrial sustentável no país. “O Ave representa a força produtiva da Região Norte. Se queremos dar um salto de competitividade na próxima década, este território será decisivo.”

Mário Passos mostrou-se satisfeito com a reunião e sublinhou que o Ave está plenamente empenhado em construir uma visão comum para o próximo ciclo de programação, assente na qualificação, na tecnologia e na sustentabilidade, garantindo que o território continue a contribuir de forma decisiva para o desenvolvimento do Norte e do país.


Investimentos em execução: Portugal 2030, PRR e PEPAC 2023-2027

A CCDR NORTE apresentou os resultados dos programas de investimento na sub-região, que somam 1,1 mil milhões de euros.

No âmbito do Portugal 2030, destacam-se investimentos destinados à modernização produtiva e à digitalização das PME, ao reforço da eficiência energética e da transição verde, à melhoria das infraestruturas educativas e dos centros de formação, bem como à promoção da mobilidade sustentável e da regeneração urbana. Já no PRR, sobressaem as iniciativas orientadas para a descarbonização industrial, para a qualificação e formação avançada, para o aumento da oferta de habitação acessível para trabalhadores e para a transformação digital dos serviços públicos. No PEPAC 2023-2027, evidenciam-se o apoio à modernização das pequenas produções agrícolas, a valorização das fileiras agroalimentares complementares e o reforço da sustentabilidade dos territórios rurais.

Entre as operações com maior custo elegível atualmente em execução, destacam-se investimentos de grande escala nos concelhos de Guimarães, Vila Nova de Famalicão e Fafe, distribuídos pelas áreas do desenvolvimento urbano e da competitividade empresarial.

Em Guimarães, o Município está a conduzir dois projetos estruturantes no âmbito do desenvolvimento integrado das zonas urbanas. O primeiro corresponde à reabilitação, refuncionalização e ampliação do edifício da Quinta do Costeado para instalação e funcionamento da nova Escola Hotel, um investimento elegível de 16,4 milhões de euros, apoiado em 14 milhões de euros. O segundo projeto diz respeito à reabilitação da Fábrica do Arquinho, onde será instalado o TECH-G: Centro de Investigação Aeroespacial e Fibrenamics, localizado na Rua da Caldeiroa. Esta operação representa um investimento de 13,25 milhões de euros, com financiamento aprovado de 11,26 milhões de euros.

Na área do crescimento e competitividade das PME, destaca-se em Vila Nova de Famalicão a operação da Lourofood, Lda., que envolve a robotização e modernização dos sistemas de gestão da produção, o aumento da área de implantação, da capacidade produtiva e de armazenagem, bem como a instalação de energia fotovoltaica com baterias. O projeto representa um investimento elegível de 13,35 milhões de euros, apoiado em 4,67 milhões de euros.

Também no domínio empresarial, em Fafe, a Outeirinho – Turismo e Indústria, S.A. está a executar um projeto de aumento da capacidade de produção para o mercado interno e externo, num investimento elegível de 11,43 milhões de euros, com um apoio de 4,57 milhões de euros.

“Os investimentos que temos em curso representam um conjunto notável de oportunidades com enorme capacidade de transformação. Mas, perante as metas ambiciosas do Portugal 2030 e do PRR até 2026, é decisivo acelerarmos ainda mais o ritmo de execução. Este é o momento de unirmos esforços, de reforçarmos a determinação e de garantirmos que cada projeto se concretiza em tempo útil, para que o território beneficie plenamente deste ciclo único de investimento.” – apelou o Presidente da CCDR NORTE.

A CCDR NORTE reafirmou o compromisso de continuar o diálogo próximo com os territórios, preparando, em conjunto com os autarcas e outros atores regionais, o quadro de programação pós-2027.

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