A Biblioteca Municipal de Arouca reabriu este sábado, 21 de março, após uma profunda intervenção de requalificação, numa cerimónia presidida pelo Secretário de Estado da Cultura, Alberto Santos.
Estiveram presentes na sessão o Presidente da CCDR Norte, Álvaro Santos, e o Vice-Presidente com a área da Cultura, Rui Costa.
Integrada no conjunto monumental do Mosteiro de Santa Maria de Arouca — na antiga Casa dos Padres —, a biblioteca assume-se como peça central na estratégia municipal de valorização cultural e turística do território.
A empreitada de requalificação incluiu a substituição da cobertura e dos vãos, a requalificação de paredes interiores e exteriores e a criação de uma nova área destinada ao alargamento do fundo bibliográfico. Foram igualmente realizadas melhorias em diversos espaços interiores, bem como o reequipamento da biblioteca com novas estantes, arquivo compacto, mobiliário e equipamentos de digitalização, nomeadamente scanners para valorização do fundo local.
O investimento municipal ascendeu a cerca de 428 mil euros, tendo sido financiado por fundos comunitários (cerca de 253 mil euro) no âmbito do programa Norte 2030.
Na sua intervenção, o presidente da CCDR Norte destacou que esta requalificação representa “um sinal claro de visão estratégica”, sublinhando que o desenvolvimento se mede pela melhoria concreta da vida das pessoas. Enfatizou ainda o papel das bibliotecas como espaços de encontro, liberdade intelectual e construção de futuro, fundamentais para promover o pensamento crítico, a criatividade e a igualdade de oportunidades.
Álvaro Santos sublinhou “que o desenvolvimento regional não se faz apenas com infraestruturas físicas ou investimento económico direto. Faz-se, sobretudo, com pessoas mais qualificadas, mais informadas e mais participativas. Porque o verdadeiro desenvolvimento mede-se na vida concreta das pessoas.”
Destacando o impacto dos fundos europeus no território, o Presidente da CCDR NORTE referiu que “Arouca é um exemplo de um município que tem sabido tirar partido dos fundos europeus, os quais têm vindo a transformar profundamente o concelho, contribuindo de forma decisiva para a sua valorização e desenvolvimento.” E acrescentou: “Atualmente, o concelho tem aprovadas 22 operações, 17 no âmbito do Norte 2030 e 5 no âmbito do Programa Temático Demografia, Qualificações e Inclusão, correspondendo a um financiamento aprovado de 5,8 milhões de euros, que alavancam um investimento total de 8,5 milhões de euros.”
A cerimónia ficou ainda marcada por diversos momentos culturais protagonizados por coletividades e artistas locais, incluindo apontamentos de teatro, música e poesia, com a participação do Teatro Experimental de Arouca, do Grupo Cultural e Recreativo de Rossas, dos músicos Óscar Sousa, José Carlos Barbosa e Alfredo Vieira, e dos declamadores Eloá Pinho e Adriano Sousa. Foi igualmente inaugurada uma exposição de pintura do artista arouquense Carlos Belém.
A reabertura da Biblioteca Municipal de Arouca afirma-se, assim, como um investimento estruturante na promoção da cultura, do conhecimento e da coesão social, reforçando o papel destes equipamentos na construção de comunidades mais qualificadas, participativas e inclusivas.
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