Quatro manifestações culturais da Região Norte viram o seu valor atestado no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial (PCI), com a publicação dos respetivos despachos em Diário da República. Este reconhecimento oficial enaltece tradições profundamente enraizadas na identidade cultural e histórica dos territórios nortenhos.
A decisão do Património Cultural, I.P., reforça a relevância destas tradições enquanto expressões vivas da memória coletiva, evidenciando a transmissão intergeracional de saberes e a relação singular que estas comunidades mantêm com os seus territórios.
Foram distinguidas as seguintes manifestações culturais:
Entrudo de Lazarim (Lamego): A sua nova inscrição destaca a importância desta tradição secular na matriz identitária da comunidade local. O diploma reconhece a vitalidade das dinâmicas sociais envolvidas e a continuidade de práticas e conhecimentos artesanais e culturais que têm sido preservados de geração em geração.
Combate da Coca (Monção): Esta nova inscrição sublinha o valor simbólico desta celebração histórica para a população monçanense. Destaca-se a sua estreita e antiga ligação às festividades do Corpo de Deus, bem como o notável trabalho articulado entre o Município, o Arciprestado, Juntas de Freguesia, associações locais e a comunidade na salvaguarda constante desta tradição.
Andor da Senhora da Pena (Vila Real): A inscrição no Inventário Nacional reconhece a inegável importância histórica, social e religiosa desta imponente manifestação. A decisão evidencia a permanência e a força dos processos de transmissão cultural desenvolvidos e mantidos pelas comunidades envolvidas no presente.
Endoenças de Entre-os-Rios (Penafiel e Marco de Canaveses): Foi validada a revisão do registo desta tradição, originalmente inscrita em 2015. A atualização confirma a enorme vitalidade contemporânea desta manifestação secular, cujas origens documentadas remontam, pelo menos, ao século XVII, e reafirma o seu papel fundamental no reforço dos laços identitários da comunidade paroquial, unindo as margens de Penafiel e do Marco de Canaveses.
Estas inscrições e revisões integram-se no esforço contínuo de salvaguarda e valorização do património cultural imaterial de Portugal, assumindo-se como uma dimensão essencial da diversidade cultural, da memória coletiva e da coesão territorial da Região Norte.
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