A CCDR NORTE promoveu ontem, 13 de maio, uma sessão de auscultação dedicada ao processo de criação da futura Macrorregião Atlântica Europeia. A iniciativa reuniu representantes de entidades institucionais, científicas, empresariais e da administração pública com intervenção nas áreas do mar, da inovação e do desenvolvimento regional.
Na sessão de abertura, o presidente da CCDR NORTE, Álvaro Santos, destacou o significado político do processo em curso, sublinhando que “a decisão de avançar para uma Estratégia Marítima e Macrorregional para o Atlântico constitui uma oportunidade estratégica para reposicionar o Atlântico no centro do projeto europeu, num momento em que a Europa enfrenta desafios geopolíticos, energéticos e climáticos decisivos”.
A iniciativa decorre no âmbito do processo lançado após o Conselho Europeu ter mandatado, em dezembro de 2025, a Comissão Europeia para desenvolver, em cooperação com Portugal, Espanha, França e Irlanda, uma Estratégia Europeia para a Macrorregião do Atlântico até junho de 2027. Este novo quadro estratégico terá como ponto de partida a atual Estratégia Marítima do Atlântico e o respetivo Plano de Ação 2.0, com o objetivo de reforçar a cooperação entre regiões atlânticas em áreas consideradas fundamentais para a competitividade, sustentabilidade e coesão territorial do espaço europeu atlântico.
Álvaro Santos sublinhou, na ocasião, o contributo da Região Norte para a cooperação atlântica europeia, recordando o papel da Eurorregião Galiza - Norte de Portugal como referência consolidada: “Para a Região Norte, o Atlântico não é apenas uma geografia, é uma dimensão estratégica da nossa ação europeia, sustentada por décadas de cooperação territorial e por uma experiência concreta que produz resultados para cidadãos, empresas e territórios”.
No contexto das macrorregiões da União Europeia, está em curso um processo nacional de reflexão e auscultação sobre o interesse, relevância e implicações desta iniciativa para Portugal e para as suas regiões. Este trabalho é coordenado pela Agência para o Desenvolvimento e Coesão, com o envolvimento ativo da Direção-Geral da Política do Mar, das CCDR e das autoridades de gestão das Regiões Autónomas.
A sessão realizada nas instalações da CCDR NORTE, no Porto, teve como objetivo recolher contributos qualificados sobre o potencial deste novo modelo de cooperação à escala atlântica, identificar áreas temáticas prioritárias e possíveis projetos estruturantes para Portugal, e debater os desafios associados à governação e ao financiamento da futura estratégia.
“A construção da Macrorregião Atlântica deve partir dos territórios que já cooperam, que já entregam resultados e que possuem capacidade institucional instalada”, concluiu Álvaro Santos.
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