Foi lançada esta quinta-feira, 1 de outubro, em Mondim de Basto, a primeira pedra do Parque da Biodiversidade do Alvão – LivingLab, um projeto inovador que pretende transformar o antigo quartel florestal do Fojo num espaço de investigação, conservação da natureza, educação ambiental e valorização sustentável do território. A iniciativa representa um investimento total de 1,176 milhões de euros, dos quais um milhão de euros são financiados pelo FEDER através do NORTE 2030.
A iniciativa resulta de uma parceria entre a Câmara Municipal de Mondim de Basto, a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR NORTE) e o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), que em 2024 constituíram a Associação de Investigação e Desenvolvimento LivingLab do Parque Natural do Alvão para concretizar este projeto.
Instalado numa área estratégica do Parque Natural do Alvão, próximo das Fisgas de Ermelo, o LivingLab pretende afirmar-se como um laboratório vivo dedicado à investigação em áreas como a biodiversidade, os recursos hídricos, os solos, a floresta, a agricultura e as alterações climáticas, contribuindo simultaneamente para a sensibilização ambiental e para a promoção de soluções inovadoras de gestão sustentável dos recursos naturais.
Na cerimónia, o presidente da CCDR NORTE, Álvaro Santos, destacou que este projeto representa uma visão de desenvolvimento regional assente na valorização dos ativos naturais e na criação de oportunidades para os territórios de baixa densidade. “A sustentabilidade e a valorização dos nossos recursos naturais não são um obstáculo ao desenvolvimento; são, cada vez mais, uma condição e uma oportunidade para o desenvolvimento dos territórios”, afirmou.
O responsável sublinhou ainda que a coesão territorial exige novas abordagens capazes de transformar os recursos próprios de cada território em fatores de desenvolvimento económico e social. Neste contexto, considerou particularmente relevante a articulação entre município, academia, administração pública e instituições científicas, defendendo que a biodiversidade pode gerar conhecimento, o conhecimento gerar inovação e essa inovação criar novas oportunidades para as populações locais.
Segundo Álvaro Santos, esta é também uma dimensão fundamental da estratégia prosseguida através do NORTE 2030, apoiando investimentos com impacto transformador e contribuindo para uma região mais competitiva, sustentável e territorialmente equilibrada. “Uma Região Norte mais forte não se constrói apenas nos grandes centros urbanos. Constrói-se também em territórios como Mondim de Basto, capazes de valorizar os seus recursos, afirmar a sua identidade e criar novas oportunidades para as suas populações”, salientou.
A futura infraestrutura deverá acolher investigadores, serviços de apoio, um laboratório e espaços dedicados à educação ambiental, à monitorização dos recursos naturais e ao desenvolvimento de soluções tecnológicas aplicadas à preservação da biodiversidade, prevenção de incêndios, monitorização ambiental e promoção do turismo sustentável. A conclusão da obra está prevista para os próximos 20 meses.
Com este investimento, a CCDR NORTE reforça o seu compromisso com uma estratégia de desenvolvimento que alia sustentabilidade ambiental, inovação, conhecimento e coesão territorial, contribuindo para a valorização dos recursos naturais da Região Norte e para a criação de novas oportunidades nos territórios de baixa densidade.
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