O Norte de Portugal apresenta na última década uma trajetória de convergência em direção à média nacional e, após 2012, também face à média europeia. A conclusão é objecto de análise na publicação “NORTE ESTRUTURA – edição Inverno de 2018”, da autoria da CCDR-N e vocacionada para a análise de tendências de médio e longo prazo da região.

No que se refere à análise dos ciclos económicos, o NORTE ESTRUTURA conclui sobre a tendência da redução das assimetrias intrarregionais entre 2003 e 2016. As subregiões que em 2003 tinham um nível de desenvolvimento económico inferior ao da média da Região do Norte (todas, com exceção da Área Metropolitana do Porto) registaram, entre 2003 e 2016, um crescimento económico superior à média da Região. A única exceção a esta regra é a subregião do Alto Tâmega.

Assim, de um modo geral, registaram-se acréscimos de riqueza relativamente mais acentuados nos territórios menos desenvolvidos, contribuindo desse modo para uma maior coesão territorial.

Na leitura dos indicadores de inovação e I&D, o desempenho do Norte de Portugal é equiparado ao de regiões europeias industrializadas com capitais nacionais ou regionais, como é o caso da Comunidad de Madrid, da Catalunha e da Lazio, onde se situa Roma. Esta performance é ilustrada na edição de 2017 do Regional Innovation Scoreboard, que identifica os pontos fortes e fracos dos sistemas de inovação e coloca o Norte no mapa das regiões com a classificação “inovadora moderada +”. Do lado mais positivo destaca-se a despesa das empresas da região em inovação não I&D, a proporção de PME com inovações de produto ou de processo, a proporção de PME com produtos ou processos inovadores desenvolvidos internamente ou os pedidos de registo de design. Já do lado dos pontos fracos, surgem os pedidos de registo de patentes, a colaboração dos sectores público e privado na coautoria de artigos em publicações académicas ou a proporção de PME com atividades de inovação em cooperação com outras PME.