A deterioração da economia e do comércio mundial poderá ter repercussões na atividade exportadora do Norte de Portugal. Os conflitos comerciais entre grandes potencias, particularmente os EUA e a China, e a eminência do Brexit estão na base da desaceleração do comércio internacional por parte das empresas com sede na região. A previsão está refletida no relatório recém publicado “NORTE ESTRUTURA”, vocacionado para a análise de tendências de médio e longo prazo da Região do Norte no contexto nacional.

O documento, que resulta da atualização da análise realizada há cerca de um ano, dá nota que em 2017 verificou-se um abrandamento do volume das exportações, uma ligeira deterioração dos termos de trocas provenientes na região e da estagnação da quota das exportações face ao total do comércio mundial. Acresce que, ao contrário dos valores registados nos três anos anteriores, o crescimento regional do valor das exportações de bens foi inferior ao total nacional.

O relatório, que se foca em valores de 2017, dá nota que os principais destinos das exportações do Norte são Espanha, França, Alemanha, Reino Unido e EUA e que há uma forte incidência no transporte rodoviário destes bens. Cerca de 77 por cento dos bens exportados fora movimentados pelo transporte rodoviário, seguindo-se o transporte marítimo com cerca de 18 por cento.